28.3.10

Do bullying e dos seus efeitos a prazo

Sempre que vejo o Paulo Rangel, afigura-se-me que aquilo é homem para, em criança, ter levado muita porradinha na escola, se fosse hoje dir-se-ia que foi vítima de bullying, naquele tempo era só "moche ao badocha" e imagino o Paulo Rangel, com os seus livrinhos demasiado avançados para a idade, a levar porrada só porque sim.

Ora estas coisas são desagradáveis e deixam marca pela vida fora, nota-se bem no Rangel adulto que a coisa deixou marcas, normalmente os tipos que levam porrada na primária chegam a adultos e pensam que vestem um fato às riscas e está feito, que apagam as marcas de gajo que levava porrada nos intervalos das aulas. A coisa não se dá assim, para usar fatos às riscas é preciso habituação, é preciso ter tido uma infância feliz e que o nosso saldo de levar na tromba seja equilibrado (e o meu conceito de equilíbrio é quando a coisa me é favorável em mais de noventa por cento).

Usar fato às riscas é coisa séria, requer atitude e Rangel não percebeu nada disto, usou fato às riscas sem ter consciência de regras ancestrais e, claro, a coisa foi-se desgovernando até à estocada final, um homem que usa um fato às riscas com propriedade não diz, acabadinho de levar um banho de votos de um tipo que não interessa a ninguém, que está ali para ajudar o tipo que acabou de o derrotar. Um verdadeiro homem de fato às riscas, depois de perder uma batalha (que normalmente não perde) dirá ao vencedor, olhos nos olhos, que lhe vai fazer a vida negra, que as ideias em que acredita, mais tarde ou mais cedo vingarão e ai dele, do vencedor de hoje, nesse dia aziago.

Das vantagens competitivas

Numa multinacional que teve o raro privilégio de contar comigo nos seus quadros, há muitos anos, éramos preparados para o "teste do elevador", tínhamos que estar preparados para, em caso de nos cruzarmos com presidente da companhia no elevador, lhe responder em vinte segundos (o tempo que o elevador demorava desde o piso das garagens até ao quinto andar, onde ele sairia) à pergunta "Então, como vão as coisas na sua unidade de negócio?". Em vinte segundos, tínhamos que estar preparados para dizer o essencial ao presidente da companhia sobre o negócio, o objectivo do ano, como o iríamos conseguir, o que nos separava do objectivo, o que podia correr melhor, o que já foi feito, o que faltava fazer e, calhando, como se nos afigurava que fosse o plano para os próximos cinco anos e ainda tinha que sobrar tempo para falar de futebol e perguntar-lhe pela família.


Vinte segundos. O tempo que demorava o elevador a chegar ao piso do presidente.

25.3.10

Das longas noites

A vantagem de se ter uma secretária é quando nos encontramos em ambiente adverso, pessoas que vêm em sentido contrário ao nosso e nos estendem a mão para nos cumprimentar, há ali um segundo de hesitação, o indivíduo aproxima-se, é suposto sabermos o nome, cumprimentá-lo sorridente e tratá-lo pelo nome, todos nós gostamos que nos tratem pelo nome, é dos livros, é para isso que servem as secretárias, para nos segredarem ao ouvido "Sr. X, CEO da empresa Y" e nós repetimos "Sr. X, é um enorme prazer, obrigado por estar presente.

(sim, também me lembrei do "Diabo veste Prada", com a nuance de eu não ser o Diabo e preferir Armani)

23.3.10

Daquilo que me é dado observar...

...concluo que os fatos às riscas voltam a estar na moda nesta estação (na verdade, para mim, nunca passaram de moda, mas eu sou eu). Estejamos atentos, pois.

22.3.10

Não foi bom o Benfica ter ganho...

...mas teve o seu je ne sais quoi o Bruno Alves ter perdido.

18.3.10

Resumo do post ali de baixo (para facilitar a vida às pessoas que não apreciam posts longos e maçadores)

Cheguei tarde ao jogo.

Dos dias do avesso

Que isto hoje tinha tudo para correr mal, passei metade da noite a congeminar uma ideia para fazer de conta que inventava uma fórmula vencedora para o negócio que me fará cumprir os objectivos do ano em pleno mês de Março, coisa para me fazer ir em paz para Chamonix na próxima semana, sem ter que me preocupar em parar no meio da pista e atender telefones e a organizar as tropas, a metade da manhã foi passada a foder uma bateria de telemóvel a tentar explicar no meu italiano perfeito a uma italiana perfeita que nos separam apenas trezentos mil euros, na verdade há muito mais que nos separa, ela é que não sabe, não sei onde vai parar o mundo, agora as pessoas preocupam-se com trezentos mil euros, cada vez nos preocupamos mais com minudências, chego a pensar que sou o único com capacidade de ver a big picture, estava eu na parte mais brilhante da explicação, isto é tudo uma questão de o Brent estar a noventa dólares em Dezembro, ou, pelo contário, bater nos setenta, ninguém é capaz de ver as coisas com esta amplitude de espírito senão eu, mas, na melhor parte, a bateria deu o pifo final, ainda não eram onze da manhã, foi ali por alturas da saída para Aveiro, e eu, em se me acabando as baterias de telemóvel, dá-me para ouvir Gotan Project e, isto está tudo relacionado, em ouvindo Gotan Project muito alto dá-se o caso de o carro se me acelerar demasiado e, para tornar uma long story short, acontece-me uma alteração do sistema cognitivo que me tolda a visualização de automóveis da marca Subaru, de cor azul, desses que têm o poder de me fazer parar na berma da A1 e saem de lá tipos que me perguntam se sabia a que velocidade me deslocava e eu não sei, mas digo que sei só para não perder mais tempo, ainda me falta chegar ao Porto em meia hora, coisa para me complicar os planos, o pior é que acabei por não almoçar, e o que eu gosto de almoçar no Porto, sou um tipo sem imaginação nenhuma, continuo a gostar do Cafeína, e quando dou por mim são seis da tarde, tenho precisamente duas horas e cinco minutos para chegar a Alvalade e ainda estou no Dragão, aperto a minha pedra da sorte com força, desde que ma ofereceram nunca me falhou, e não foi aqui que ela me falhou, às oito horas estava eu a passar o aeroporto, o pior foi a segunda circular, eram oito e oito da noite e já estávamos a perder, eram oito e um quarto e estava eu a entrar no estacionamento do estádio, empatámos, nunca tinha ouvido um golo nosso estando eu fora do estádio, parece que uma caça bombardeiro passa sobre as nossas cabeças, só depois é que o tipo do relato do rádio diz que foi golo nosso, percebe-se, o tipo do rádio tem que mandar a voz para o satélite, depois a voz tem que vir do satélite para o meu rádio, tudo isto leva o seu tempo, enquanto isso, ouvindo o som directo a coisa é quase instantânea, são trezentos e quarenta metros por segundo, e quando eu entro no camarote os outros acabam de meter o segundo, agarro na minha pedra que me dá sorte e aperto-a com força, não é que eu precise de uma pedra dê sorte, que fique claro, a verdade é que acabou por me falhar, nem quero lembrar-me disso, quero é lembrar-me que a noite está fantástica e esta noite não tenho que passá-la acordado a inventar soluções, está uma noite perfeita para ouvir Brel e, quem sabe, jogar mais um jogo de póquer comigo próprio, começo a ficar bom nisso e às vezes ganho, com ou sem pedra da sorte.

17.3.10

Da reciclagem

Se me perguntassem, que não perguntam, não me escandaliza que os do Grupo Leya reciclem certos e determinados autores, os chamados monos, que estão nos stands da feira do livro a cinco euros cada três livros, aquilo nem paga o trabalho das pessoas que, zelosamente, cumprem o desígnio que Deus nosso Senhor lhes atribuiu e que é exactamente passar o dia a tentar escoar livros a cinco euros cada três livros, já a mim o Criador me deu outro papel no mundo, digamos que sou um evangelizador, ficaria um bocadinho triste se visse um Saramago novinho em folha a ser triturado e transformado em papel reciclado, embora me seja agradável a ideia de ver Caim, edição de luxo, comemorativa, a ser transformado em papel do 24 Horas, isto é a vida, sempre em constante mutação, mas o problema, o que efectivamente me leva a pensar na injustiça do género humano para com os seus iguais, é que pensar que a editora da Playboy poderá enveredar pelos ínvios caminhos da Leya e ousar reciclar as sobras de edições menos conseguidas, e aqui será difícil escolher uma específica, sobra-me alguma réstea de confiança no género humano em geral e nos homens da reciclagem em particular, sei que poderemos contar sempre com esses bravos, imagino-os a não levantar um dedo para evitar que Goethe seja deglutido pela máquina da reciclagem, mas, ai de nós!, ei-los que farão o que tem que ser feito e defenderão o que tem que ser defendido, ousasse alguém enviar as sobras das lendárias edições com as aquelas manas cantoras para a máquina da reciclagem, que aquilo é uma máquina, que ninguém ousa, que para essas sobras algum destino se há-de arranjar, quanto mais não seja distribuição gratuita com os livros da Leya, os dos cinco euros por três livros, que veriam o seu valor de mercado aumentar em flecha, sendo que o ávido leitor de Manuel Luis Goucha ou Vera Roquette, ambos editados pela Oficina do Livro, se veria compelido à aquisição, chama-se compra por impulso, mas, na verdade, o que eu queria mesmo dizer é que não estou nada confiante no Pedro Silva amanhã a titular, e isto é uma associação de ideias a que não é alheia a reciclagem de obras ruins.

15.3.10

A quatro mãos

Mais uma aterragem em Lisboa, mais uma vez ninguém à minha espera com o tal cartaz "Mister Visconde from Conde Village" (Visconde, essa sua obsessão revela uma infância desestruturada, com evidentes necessidades afectivas), caramba, até havia alguém à espera de um tal Mister Ibrahim (Visconde, parece-me vislumbrar uns laivos de xenofobia para com os indivíduos oriundos da península Arábica), a verdade é que nunca há ninguém à espera dos da tribo do avião das sete e dez (Visconde, isso não será uma tentativa de desvalorizar o facto, tentando justificá-lo com os danos colaterais de pertença a um grupo?), talvez esteja alguém com o tal cartaz à minha espera, na próxima aterragem (Visconde, esperança num futuro melhor? Hummm..., que é feito do seu proverbial e lendário cepticismo na humanidade?) , Horácio Inácio e se fosse para o caralho? (Certamente, Visconde, se é esse o seu desejo...).

14.3.10

Aquilo é roupa interior, não é?

O que me faz suspirar pelo fim do Inverno é que, previsivelmente, deixarei de me cruzar com mulheres que envergam leggins, esse fantástico retrocesso civilizacional, essa peça de vestuário feminino que a história registará como símbolo de um dos períodos mais negros da história da moda feminina, e eu já vi coisas muito más, nomeadamente, mas não só, vivi o auge das calças coleantes floridas e até mesmo as calças de ganga vermelhas, tudo isto males menores para a poluição visual da minha visão periférica, quando comparados com as leggins.

11.3.10

(Vou mudar para os Morangos Silvestres, Bergman sempre me apaziguou o espírito)

Está ali o Santana Lopes a ser entrevistado na SIC Notícias e já disse três coisas que mereceram a minha concordância.

(Não me tinha apercebido que o meu estado era tão periclitante.)

Adenda extremamente importante: Hoje de manhã tentei lembrar-me de, pelo menos, uma das coisas importantes que Pedro Santana Lopes ventilou e não retive nenhuma. Tudo normal, portanto.

10.3.10

Tio Lancastre

Aos domingos, o Tio Lancastre gostava que eu o acompanhasse a almoçar no Porto de Santa Maria, ali para os lados do Guincho, o Tio Lancastre gostava de conduzir o Jaguar pelas estradas sinuosas da Serra de Sintra enquanto decidíamos se encomendaríamos o robalo grelhado ou se optaríamos por uma garoupa que havíamos de repartir.

"As mulheres, meu rapaz, fazem de conta que preferem os maus rapazes, os de cabelo despenteado e sorriso rasgado, a pele com sabor a sal e hálito a gin" começava o Tio Lancastre. "Fazem de conta, meu rapaz, porque na verdade, na hora de escolher, acabam por se decidir pelos de casaco assertoado, que lhes seguram a porta, que as levam a casa e não forçam a subida, que colocam o guardanapo em cima dos joelhos e os talheres nas cinco e vinte e cinco depois de terminar a refeição".

Eu tentava explicar ao Tio Lancastre o que eu próprio sabia sobre o tema, que não era necessariamente assim, que, se o Tio Lancastre me permitisse discordar, eu teria todo o gosto em lhe expor os meus saberes, mas depois, e pensando bem, o peixe no Porto de Santa Maria sabia-me sempre melhor quando eu fazia de conta que concordava com o Tio Lancastre.

8.3.10

Dia Internacional da Mulher, by Horácio Inácio

A ver se, ao menos hoje, me lembro de baixar o tampo da sanita. Ou levantar, ou lá o que é...

Dia Internacional da Mulher, by Visconde de Vila do Conde

Hoje, como nos outros dias, havemos de lhes preparar um pequeno almoço com sumo de laranja e torradas feitas com pão alentejano acabado de cozer, havemos de as mimar, de as ouvir, de cozinhar para elas uns revueltos de espargos verdes com presunto pata negra, havemos de lhes ler ao ouvido as melhores passagens de Henry Miller, havemos de ir com elas às compras a Paris e não nos importarmos se elas compram sapatos, havemos de as amar ternamente, havemos de as seduzir, havemos de lhes oferecer músicas só porque sim, havemos de as levar a jantar ao Jockey, ali ao pé da Calle de Hermosilla, havemos de lhes acender a lareira e dançar com elas ao som da música que elas escolherem.

6.3.10

Das coisas que me oferecem e eu fico com elas

Eu nem comprei, ofereceram-me, nunca fui grande apreciador de versões, lembra-me sempre o Rui Reininho a cantar as Doce, maneiras que é complicado falar de um disco de versões, ainda para mais do Peter Gabriel, por isso posso afirmar com toda a certeza que eu não tencionava ouvir o disco do Peter Gabriel, em não comprando o disco e em não sabendo sacar coisas da net estaríamos conversados, só não me ocorreu que me tivessem ofertado o disco do Peter Gabriel e, antes que acontecesse o costume, que é eu trocar o que me oferecem, também, quem é que manda oferecerem-me versões menores das Variações Golberg, as pessoas pensam que aquilo é tudo igual, sejam as variações interpretadas pala Sinfónica de Berlim ou pela Philarmonia Slavonica, eu bem lhes digo que o preço aqui conta, quanto mais caro, melhor é a interpretação, já nos vinhos não se aplica esta regra, bem entendido, um bom Rioja Crianza, digamos um Gontés, que se compra por menos de dez euros, depois de vertido no decanter pessa pelo melhor Esporão e, com certas pessoas que se dá o caso de eu conviver, até se pode dizer que ali está um Pera manca ou um Cabeça de Burro, pois o bom amigo que me ofertou o disco do Peter Gabriel, sabendo desta minha tendência de trocar os discos, retirou-lhe o celofane antes que eu pudesse reagir, e aqui soube aproveitar o momento, eu agora nem reajo a nada, estou oficialmente em modo moço deixa lá isso, e colocou o disco e eu tive que ouvir com atenção, dá-se o caso de haver uma versão do Heroes, só é pena que não tenha o These Foolish Things, nem era pela música, é mais pelo Brian Ferry, se eu pudesse escolher ser outro homem, e não quero, havia de escolher o Brian Ferry, embora, sob um certo e determinado ponto de vista, o Di Caprio talvez não fosse má opção, pelo menos nesta fase Bar Refaeli, e aqui sei que vou perder parte da dignidade que me resta, mas hoje apetece-me deixar que o meu lado mais psicadélico veja a luz do dia, maneiras que o disco do Peter Gabriel é coisa para eu ouvir com atenção, embora o que é mais relevante, e é sempre a última ideia a ser desenvolvida que fica registada na mente das pessoas, o relevente, pela negativa, é que o Porto marcou dois golos enquanto eu escrevia este post e isso não é bom para ninguém.

Provavelmente, o próximo treinador do Porto.


4.3.10

Da série "E agora, algo completamente diferente"

Que me lembre, é a primeira vez que escrevo sob o efeito de níveis de fodibilidade extremos, a maior parte dos dias não há nada, mesmo nada, que me altere o nível de fodibilidade para valores acima de zero, perguntem a quem quiserem e toda a gente vos responderá "O Visconde? Não há nada que lhe altere os níveis de fodibilidade", isto dito num tom que varia entre uma leve compaixão pelo meu estado em que visualizo sempre o copo meio cheio, digamos, setenta por cento cheio, mesmo nos casos em que não há nada dentro do copo, e um tom de secreta admiração por eu conseguir que, em olhando bem, o copo que parecia, mas é que parecia mesmo, vazio, afinal, vendo de um determinado ângulo, do meu ângulo, está mesmo setenta por cento cheio e, em me apetecendo, até pode suceder que o copo acabe por transbordar, e parecia mesmo que estava vazio.

Acontece que, por rara conjugação astral, estou a escrever sob efeitos de fodibilidade extrema, só para ver o que acontece, por exemplo, quando o Sporting perde, eu evito escrever, fujo para a frente, um dia havemos de ganhar, a coisa acaba por me passar, baixa o nível do coeficiente de fodibilidade e eu volto à minha vidinha normal, trabalho-casa, casa-trabalho, mas a verdade é que uma sucessão de situações extremamente desagradáveis acontecidas ao longo da semana contribuiram para um aumento vertiginoso dos meus níveis de fodibilidade a tal ponto que parece que tudo me corre mal, logo a mim que não fui feito para que as coisas me corram mal, a verdade é que lido mal com estes cenários em que a coisa me corre mal dois dias seguidos, quanto mais uma semana inteira, isto com excepções, não me posso esquecer das excepções, embora, pesados os prós e os contras, a tendência seja claramente a meu desfavor, daí estas dores nas costas, esta taquicardia, esta vontade de mandar tudo para a puta que pariu, não me lixem, eu pareço que às vezes estou em estado semi-vegetativo, mas não, estou só a descansar os olhos e, em atingindo coeficientes de fodibilidade extremos, o que é o caso neste preciso momento, fico com a visão periférica mais nítida, desentorpece-me o cérebro e fico com os sentidos mais alerta, fico mais clarividente, passo a trabalhar em one-shot-mode, fico o resto da temporada a acertar no alvo à primeira e, claro, experimento novas sensações, afinal é por isso que estou aqui a escrever pela primeira vez na vida sob os nefastos efeitos dos indíces de fodibilidade extremos.

3.3.10

Hoje...

...era capaz de ser boa ideia, mensagem subliminar, e tal, prantar aqui um Requiem.

Mas afinal, não.