30.5.11

Eu já...

...vi uns senhores da Igreja dos Santos dos Últimos Dias, no Burger King do Colombo, a fazer uma oração e a abençoar a comida que iam tomar.

(vi de fora, naturalmente...)

28.5.11

Só uma palavrinha sobre aquilo dos miúdos do vídeo

Os telejornais referiram-se às miúdas que encheram de pontapés a outra desgraçada como "os presumíveis agressores".

Hum...

O meu filho comemorou os golos do Barcelona com muito mais entusiasmo do que comemora os golos do Sporting.

27.5.11

Coisas que fazem bem

As imagens iniciais do Lost in Translation, beber a Super Bock nova pela garrafa, tirar a gravata no fim do dia, achar que com o Domingos é que vai ser, ir ao Prado só para ver os Goya outra vez, almoçar com tempo numa esplanada, ouvir a música dos miúdos dos Açores a agradecer ao Markl, almoçar com mulheres bonitas, dizer "puta que pariu" às convenções, fazer uma apresentação sem powerpoint lá atrás, dizer "gosto de ti" e gostar mesmo, ir de mochila às costas para hotéis de charme, Bulgari Aqua em promoção em Barajas, trazerem-se rebuçados Dr Bayard porque eu tenho andado pouco doce.

26.5.11

Impressionam-me sempre...

...aqueles tipos que apanham a carreira das vinte e cinquenta para Madrid e levam só a malinha do portátil.

(é que as camisas ficam tão amarrotadas quando as enfiamos ali dentro...).

21.5.11

A minha vida é só problemas

Um homem anda uma vida inteira a dizer que não, que fica bem com esquiar com música nos ouvidos no Inverno e mergulhar em águas fundas no Verão, que aquilo é um desporto que pode esperar até um homem ter uma próstata problemática.

Só que um dia um homem percebe que aquilo não é só o que parece, que não se trata só de andar pelos campos a passo, aquilo trata-se de um homem ter que jogar consigo mesmo e ganhar, aquilo afinal vicia.

Hoje é capaz de ter sido o dia em que estou capaz de me decidir a jogar golfe.

20.5.11

De como a bola nos transforma em melhores pessoas

Passar três dias a repartir o meu espaço vital com mulheres de jogadores de futebol deu-me uma nova perspectiva de vazio, de tal forma que me transformei e acedi a um nível mais elevado de tolerância, num novo ser, com capacidade para perdoar calças com apliques metálicos reluzentes, t-shirts com as marcas italianas a ferir-me os olhos, unhas de gel e até as calças de fato de treino à mesa do pequeno-almoço.

19.5.11

Acho que a maturidade é isto

A última vez que tinha sido feliz no Temple Bar foi com Guinness.

Desta vez foi com Paddy.

17.5.11

Coisas de que não me orgulho:

Ter vindo assistir ao treino do Porto.

16.5.11

Modo optimista

Depois de amanhã já é antevéspera de sexta-feira.

15.5.11

14.5.11

11.5.11

Acalmai-vos, oh gentes do Google Reader, já cá está aquilo do sapo cosido...

O que o meu caro deve evitar, dizia-me o Tio Lancastre elevando a voz para se fazer ouvir por cima do motor do Aston Martin, capota aberta, a caminho do The Oitavos, é ser como o sapo na água quente. Quando subimos lentamente a temperatura da água, o sapo, em vez de se esgueirar enquanto é tempo, vai-se adaptando à água quente. Prefere ficar e adaptar-se em vez de pular dali para fora. Acaba por morrer cozido.

Coisas que funcionam

Madrugada fora tento escolher a melhor música para acompanhar o estudo de matérias tão deliciosamente interessantes como a Performance e Controlo de Gestão ou a teoria está por detrás desse fantástico mundo dos Balanced Scorecards. Os olhos começam a fechar-se por alturas dos balanços de tesouraria e escolho Rachmaninoff, música fácil e que me parece ser a mais capaz de me despertar. Não resulta, tento Bach, talvez me apazigue o espírito e me dê novo ânimo para continuar, rumo ao Balanço Previsional. Nada feito, também não se revela a escolha acertada.

Acabo por me lembrar que Smiths e Cure nunca me deixaram mal, em madrugadas de tempos idos. E, quase emocionado (quase emocionado, disse eu), percebo que, muitos anos depois, continua a resultar.

9.5.11

Coisas que eu não percebo

Porque é que se batem palmas quando o speaker anuncia que "estão quarenta e quatro mil e trezentas e doze pessoas no estádio" e como é alguém pode achar que aquilo do "Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo…” foi escrito por Fernando Pessoa.

Para o ano há mais...

7.5.11

Tio Lancastre

Não deixes que te escape a "tea person", dizia-me o meu Tio Lancastre, enquanto olhava o horizonte, com o ar nostálgico de quem, algures na vida, talvez tivesse perdido uma, as "tea person", fazem menos perguntas e, fazendo-as, fazem as perguntas certas, para além disso, sabem manter uma conversa séria sobre as vantagens de existirem talheres de legumes e copos de vinhos do Dão distintos dos copos de vinho do Alentejo, sabem cruzar e descruzar as pernas nos momentos certos, têm a sabedoria das mulheres que sabem estar há pelo menos cinco gerações.

E, meu caro, rematava o Tio Lancastre, se por acaso deixares escapar a "tea person" e não te sobrar outra que não a "coffee person", ao menos certifica-te que ela não adoça o café.

6.5.11

Se...

... elas acreditam que existem chás que emagrecem, cremes que adelgaçam, sabonetes que eliminam a celulite, lingerie que aniquila a força da gravidade, porque é que não haviam de acreditar que eu sou um tipo com um elaborado sentido de humor?

5.5.11

Dia de escrever dois posts

O que me aborrece mesmo, para além de não vislumbrar uma final Villareal-Sporting de Braga, é que aquele tipo que canta o Over the Rainbow, com ar de quem podia perfeitamente concorrer ao concurso dos adiposos das Seychelles, ou lá do sítio de onde ele vem, ele e mais o bendito ukelele, que me remete sempre para tipos com coroas de flores em cima das barrigas e férias em regime de tudo-incluído-até-o-gin-tónico, o que me aborrece mesmo, dizia eu, é que o tipo cante na estação de rádio que está exactamente a meio caminho entre a Antena 2 e a Radar, o que, parecendo que não, transforma aqueles três milésimos de segundo que eu levo a reagir, no momento tenebroso do meu dia.

É então isto o terrível FMI?

Que manda fazer aquilo que já devia ter sido feito?

(meninos...)

4.5.11

Tio Lancastre

E lá estava o Tio Lancastre, sentado na sua poltrona de couro de bisonte curtido ao sol, fumando tranquilamente o seu Partagas, os fios de fumo azul subindo paralelos às prateleiras de livros com lombadas antigas, os dedos da mão que não segurava o copo de Hennessy tamborilando suavemente na secretária de mogno.

E lá estava eu, escutando-o, ele a recomendar-me que, quando escolhesse, optasse pela que fala com acerto, pela mais sóbria, por aquela que, mais que ouvir o que eu digo, entenda absolutamente o que eu quero dizer, que optasse pela requintadamente simples, que escolhesse a que soubesse mais do que eu, que me deslumbrasse com a sofisticação da que quase não se nota.

2.5.11

Fofinhos

Uma homem não resiste à curiosidade e fica ali com o aparelho ligado naquilo dos indivíduos com elevada massa corporal, é vê-los com aquelas manias das saladas e do exercício, um homem acaba por sentir fome e vai buscar uns chocolates Godiva, e, sentado no sofá, enquanto estica a mão para a caixa de chocolates que se vai esvaziando, um homem fica a cismar que aquelas almas não cuidaram que comer chocolates acabaria por resultar naqueles corpinhos.

Breaking news

Sim, parece que o Bin Laden lá quinou de vez. E o Roberto, parece que também.

1.5.11

Se os príncipes podem tudo...

...porque é que ele não conseguiu ficar com a irmã mais bonita?