30.12.11

Definitivamente 2012 começa mal

A Super-Bock vai ser substituída pela Coca-Cola no countdown das três televisões.

29.12.11

Tenho a certeza...

..que, a seguir ao Natal, os tipos dos centros comerciais aproximam ainda mais os dois pilaretes à entrada das escadas rolantes.

27.12.11

Até ontem...

...eu acreditava que os tipos da publicidade da Coca-Cola eram jeitosinhos, embora ficassem atrás dos tipos da publicidade da Absolut e muito longe dos tipos da publicidade da Super-Bock.

Mas, valha-me Deus, esta publicidade da felicidade, ou lá o que é, valha-me Deus...

Londres

Durante muitos anos o meu limiar de dor, tensão e desespero foi assistir a um Benfica-Sporting resolvido a penalties, em que um dos nossos falhava o decisivo penalti.

Aprendi entretanto que acompanhar uma adolescente a um centro comercial, em dia de pré-saldos e troca de presentes, alegremente munida de vales de compras para utilizar em lojas de roupa, é o meu novo paradigma de sofrimento.

23.12.11

Post de Natal

Descobri hoje duas coisas, quase na mesma janela temporal, uma relativa ao facto de a viatura em que me deslocarei nos próximos dois anos, uma carrinha, estou naquela idade em que me assentam bem as carrinhas, o que quer dizer que estou demasiado velho para ter um Mini e ainda não cheguei à idade em que adquirirei um Porsche, corta a potência quando se alcança a marca de duzentos e cinquenta quilómetros por hora (*), uma maçada, diz que com os Mercedes é a mesma coisa, fraco consolo, e como são duas coisas que descobri, falta enunciar a segunda e a segunda coisa é que há colunas de som debaixo do banco do condutor, o que proporciona um efeito divertido quando se ouve Bruce Springsteen, eu ando a ver se ainda aprecio Bruce Springsteen para decidir se vou ao Rock in Rio (**), aquilo nos graves do Born in USA a bombar no sub-woofer debaixo do banco faz um efeito trepidante na parte tanzaniana do meu corpo, o que é divertido até certo ponto, bem entendido, faltará dizer que as coisas são como são, há que tempos que eu não conjugava esta sequência de palavras "as-coisas-são-como-são" (***).

(* ah, seu monstro, isso são lá velocidades a que se ande na estrada? (Calma, eram duas da manhã e foi nas descidas de Fátima, tranquilos, em sendo Fátima está tudo abençoado...))


(** Já não há bilhetes para esse dia, palhaço! (Calma, estamos a falar de mim, não há memória de não ter ido a um sítio onde realmente quisesse ir por falta de bilhetes para a coisa...))


(*** Olha, a mandar recadinhos no blog... (As coisas são como são...))

20.12.11

(a ver se ainda consigo aqui escrever sobre bola)

Primeiro foi o passamento para o outro mundo de Amália e até a Radar passou músicas da diva até à exaustão.

Agora partiu Cesária para a vida eterna e não há rádio que não passe mornas até à náusea.

Quase desejo o falecimento dos Gotan Project.

16.12.11

Balanço

Este ano houve Dublin e Monte Carlo para ver a bola. Houve Chamonix no Verão e Rio de Janeiro no Inverno. Houve Marraqueche e Cannes. Houve Cinqueterre. Voltou a apetecer-me escrever neste blog e soube-me bem deixar de encher chouriços duas vezes por dia num outro. Mudei de carro por duas vezes.  Fiz duas mudanças de casa para o mesmo amigo. Continuei a não gostar de gin tónico. Comecei a ler Ulysses e sei que será um projecto que durará pelo menos mais um ano. Não fui a nenhum casamento, mas fui a mais que um divórcio. O Sporting jogou mal até ao Verão e joga razoavelmente desde o fim do Verão. Conheci pessoas novas e não foi mau. Prometi nunca mais ir ver cinema numa sala Lusomundo e voltei a comprar discos de vinil. Não aderi ao acordo ortográfico e voltei a estudar. Abracei dois amigos numa cama de hospital e despedi-me para sempre de um deles.

Este ano não foi definitivamente um bom ano.

Descoberta de ontem

É infinitamente mais poderoso fazer de Pai Natal para duzentas criancinhas menos afortunadas do que apresentar gráficos com correlações entre Brent e Dólar para duzentos tipos com gravatas Prada.

11.12.11

Associações


Que se cruzem no meu caminho...

... as de má vida, as que me ganham ao xadrez, as que falam demais, as menos bonitas, as desvairadas, as que dizem "é assim" e "tipo", as do Benfica, as que confundem Manet e Monet, as louras de raízes pretas, as dos comprimidos para dormir, as que falam dez decibeis acima da minha zona de audição de conforto, as dos Blackberry, as que não gostam de vinho.

Mas poupem-me às sonsas.

7.12.11

Breve contributo para um mundo melhor

Se as mulheres fizessem as compras de Natal no dia em que decidem começar a fazer dieta (30 de Junho) e se iniciassem as dietas quando decidem fazer as compras de Natal (20 de Dezembro), o mundo delas perfeito.

4.12.11

Se me aparecesse um génio da lâmpada e eu tivesse só um desejo...

..eu havia de desejar "snipers" nas salas de cinema, cuidadosamente dissimulados entre as colunas de som, o olhar felino cuidadosamente preparado para detectar comedores de pipocas, bastava vislumbrá-los a trespassar a porta de entrada e logo afinavam a mira telescópica da UZI israelita, "one shot", centenas de pipocas doces a saltar, misturadas com pedaços de mãos esfaceladas dos prevaricadores, depois haveria os especialistas em eliminar tipos que atendem telemóveis, estes haviam de se equipar com revólver Colt, são melhores para acertar nas têmporas, o balázio havia de se alojar a meio da rara massa encefálica, um ligeiro fio de sangue seco a escorrer pelas patilhas, o olhar vítreo e os braços abandonados ao longo do corpo ainda a segurar o telemóvel, o amigo a berrar do outro lado "Tou, Tó-Zé, tou?..." seriam as únicas evidências da situação, finalmente os especialistas em tipos que comentam as cenas dos filmes, estes haviam de ter um detector de vibrações por ultra-sons que não deixaria escapar o mais leve murmurar, seriam complacentes, o feixe laser na testa do atrevido seria uma espécie de aviso único, à segunda prevaricação, uma Kalashnikov de canos serrados faria o que havia a fazer, milésimos de segundo depois a bala entraria pela boca aberta do sarraceno e havia de sair pela nuca, pulverizando toda a superfície acima do paralelo do pescoço, de forma a que o receptor da conversa intuísse que aqueles vestígios de cérebro do emissor seria o sinal de fim de conversa.

Um homem percebe que já não caminha para novo...

...quando regressa da festa da émeoitenta a pensar que aquilo não foi assim tão tenebroso como isso.