29.2.12

Não é que importe muito...

..mas neste blogue escreve-se em português de Portugal, o autor é capaz de perceber que não há acordo ortográfico que resolva o problema da semântica, bem podemos passar a grafar "autocarro" da forma que nos apetecer, que do outro lado do oceano será sempre um "ônibus".


24.2.12

Sabes?

Os amores para sempre são os que nunca chegaram a sê-lo.

15.2.12

Isto é a gente a falar, está claro...

Quando o ministro alemão gaba o excelente trabalho do governo português, ocorre-me a imagem do presidente do Sporting a gabar o excelente trabalho do Domingos.

14.2.12

Aflições II

Outra coisa que me fascina neste jogo do "não pode ser pior", para além dos filmes que vejo, dos treinadores do Sporting e dos blogs de outfits de mulheres, seja lá o que for isso de outfits, são os ratings da Moody's, acreditava eu que de "Lixo" não se podia baixar e afinal sim, ainda se pode descer mais um nível, creio que haverá subcategorias, imagino que "lixo putrefacto" seja o novo paradigma.

Aflições

Há uma espécie de novo concurso paralelo na minha vida, as pessoas que me vão conhecendo sabem que tenho o estranho condão de, a cada filme que vou ver, conseguir descer a fasquia e fazer com que esteja encontrado um novo "pior filme que vi na vida", há agora uma coisa paralela, que é o de concurso de "pior treinador que o Sporting pode ter", pensei que depois de Octávio Machado não podia haver pior, mas houve Vicente Cantatore, pensei que depois de Vicente Cantatore não podia haver pior, mas houve Materazzi, pensei que depois de Materazzi não podia haver pior mas houve Carvalhal, e depois de Carvalhal veio Paulo Sérgio e depois de Paulo Sérgio veio Domingos e depois de Domingos vem Sá Pinto e eu, no meio disto, quase tenho saudades do Peseiro.

12.2.12

Checoslováquia

O novo chefe lá daquilo dos sindicatos referiu-se ontem à Alemanha como a "República Federal da Alemanha".

Isto explica tanta coisa, caramba...

Um entre iguais

O Sporting perdeu.
O Chelsea perdeu.
E o Barcelona também perdeu.

7.2.12

Sim, vamos sobreviver à crise

Afinal de contas somos o único povo do mundo que lambe a parte interior das tampas de iogurte, caramba!

5.2.12

Generation Gap

Os passageiros do banco de trás falam-me de uma tal Lana del Rey, uma coisa qualquer viral que apareceu doYouTube, uma espécie de next big thing da música, concedo escutar um pedaço do que me querem dar a ouvir, estes carros novos agora têm entrada directa para iPod, ouço o primeiro minuto, sou um bom pai, soa-me vagamente a This Mortal Coil.

Dizem-me que o primeiro concerto esgotou num minuto, explico-lhes que isso até os tipos dos concertos em casa em Guimarães conseguem, eles insistem que as músicas são todas boas à partida, nem precisam de as ouvir para saber que aquilo é bom, eu respondo que isso só acontece com o Leonard Cohen, antes de ouvir o disco novo já sabia que ia gostar das músicas.

Calam-se finalmente e eu sorrio. Acho que ganhei.

1.2.12

Tio Lancastre

O meu Tio Lancastre, convocou-me numa ocasião, o seu fiel Mendonça de Benoliel abriu-me a porta do escritório, cedendo-me passagem e o Tio Lancastre, tirando os óculos de ver ao perto com que admirava uma primeira edição de Pessoa acabada de arrematar, estendendo-me um copo de Bénédictine, eu gostava sempre de ler o "Deo Optimo Maximo" que vinha no rótulo da garrafa, e disse-me, na sua voz profundamente grave:

"Meu rapaz, devemos viver a vida de acordo com o que desejamos nos escrevam na lápide, quando partirmos. Na minha lápide desejo que se escreva "Aqui jaz Lancastre, um homem conhecedor das boas  coisas da vida". E tu, meu rapaz, que desejas que fique escrito na tua lápide?"

E nesse dia não fui ao casino, recolhi a casa cedo e retomei a leitura de Ulysses.